Desenvolvimento
Agora neste raro momento de paz
Olho para meus braços
Hematomas, mordidas, arranhões...
Os lábios que um dia beijaram
Agora, abrem espaço para a dentadura arrancar pedaços
Os dedos que um dia acariciaram
Agora, são garras que dilaceram a carne
Os joelhos que um dia sofreram para que o infante pudesse ser carregado no colo
Agora, atacam, violentamente, tudo ao seu alcance
A boca que uma vez cantara canções de ninar
Agora, lança projéteis de cuspe
No passado, amor incondicional
No presente, ódio incontrolável
E ao futuro, o que está reservado?
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